Rússia pede ajuda ao Brasil para controlar FMI e Banco Mundial

O presidente russo Vladimir Putin e seu colega brasileiro Jair Bolsonaro participam de uma coletiva de imprensa após suas conversas em Moscou, Rússia, em 16 de fevereiro de 2022. Sputnik / Mikhail Klimentyev / Kremlin via REUTERS / Foto de arquivo

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BRASÍLIA, 14 Abr (Reuters) – A Rússia pediu ao Brasil apoio do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e do grupo G20 das principais economias para ajudá-lo a combater sanções incapacitantes impostas pelo Ocidente desde que invadiu a Ucrânia, de acordo com uma carta vista pela Reuters.

O ministro da Fazenda da Rússia, Anton Siluanov, escreveu ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedindo o “apoio do Brasil para evitar acusações políticas e tentativas de discriminação em instituições financeiras internacionais e fóruns multilaterais”.

“Nos bastidores, o trabalho está em andamento no FMI e no Banco Mundial para limitar ou até expulsar a Rússia do processo de tomada de decisão”, escreveu Siluanov. Ele não detalhou os obstáculos à participação russa nessas instituições e suas alegações não puderam ser verificadas de forma independente.

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A carta, que não fazia menção à guerra na Ucrânia, era datada de 30 de março e retransmitida ao ministro brasileiro pelo embaixador da Rússia em Brasília na quarta-feira.

“Como você sabe, a Rússia está passando por um período desafiador de turbulência econômica e financeira causada por sanções impostas pelos Estados Unidos e seus aliados”, disse o ministro russo.

Questionado sobre a carta, Erivaldo Gomes, secretário de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Economia do Brasil, indicou que Brasília gostaria que a Rússia continuasse nas discussões em organismos multilaterais.

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“Do ponto de vista do Brasil… manter o diálogo aberto é essencial”, disse. “Nossas pontes são os órgãos internacionais e nossa avaliação é que essas pontes precisam ser preservadas.”

A secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, disse na semana passada que os Estados Unidos não participariam de nenhuma reunião do G20 se a Rússia estivesse presente, citando a invasão. consulte Mais informação

Quase metade das reservas internacionais da Rússia foram congeladas e as transações de comércio exterior estão sendo bloqueadas, incluindo aquelas com seus parceiros de economia de mercado emergente, disse Siluanov.

“Os Estados Unidos e seus satélites seguem uma política de isolar a Rússia da comunidade internacional”, acrescentou.

Siluanov disse que as sanções violam os princípios dos acordos de Bretton Woods que criaram o FMI e o Banco Mundial.

“Consideramos que a atual crise causada por sanções econômicas sem precedentes impulsionadas pelos países do G7 pode ter consequências duradouras, a menos que tomemos uma ação conjunta para resolvê-la”, escreveu ele a Guedes.

O presidente de extrema-direita do Brasil, Jair Bolsonaro, que visitou Moscou poucos dias antes da invasão, manteve o Brasil neutro na crise da Ucrânia e não condenou a invasão, atraindo críticas do governo Biden.

Bolsonaro expressou “solidariedade” quando visitou o presidente russo, Vladimir Putin, no Kremlin, em 2 de fevereiro. 16 cerca de uma semana antes do início da invasão.

O chanceler brasileiro, Carlos Franca, disse que o Brasil se opõe à expulsão da Rússia do G20, conforme solicitado pelos Estados Unidos.

“O mais importante neste momento é ter todos os fóruns internacionais, G20, OMC, FAO, funcionando plenamente, e para isso todos os países precisam estar presentes, inclusive a Rússia”, disse Franca em audiência no Senado em 25 de março.

Reportagem de Rodrigo Viga e Anthony Boadle; Reportagem adicional de Marcela Ayres; Edição por Andrea Ricci

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